terça-feira, 19 de abril de 2016

Doom e a política

     Assistindo ao vídeo do EngLeo da Cjbr sobre a beta do novo Doom acabei lembrando dos discursos de domingo na câmara.
     Vamos começar pelo início. O primeiro Doom foi o jogo que popularizou os jogos de tiros, se tornando um clássico dos games, fazendo parte da lista de 1001 videogames para jogar antes de morrer e que gerou muitas polêmicas devido à sua violência, o que gerou a discussão sobre indicação etária dos jogos, e por falar sobre demônios. No jogo você é inimigo dos seres das trevas e deve eliminá-los. 
     Comecei então a lembrar dos discursos de domingo, com a discussão na Câmara sobre o Impeachment, que, além de agradecimentos a toda a família, sendo possível fazer a árvore genealógica da maioria dos nossos representantes, a medonha citação à favor de um torturador e à ditadura e raríssimos argumentos de ambos os lados, o que mais ouvimos foi  citação a Deus. Isso me fez pensar algumas coisas: se o Estado é laico, deveriam os nossos representantes mencionarem tanto a religião no meio de seu trabalho? E é certo em um antro de corruptos em que poucos se salvam, na mais otimista visão, este tipo de invocação?
     Seja como for, a luz amarela da atenção se acendeu na minha mente quanto a preocupação de fanáticos religiosos tomarem as decisões políticas do país. Lembrando que o problema não é com a religião e sim com o fanatismo. Assim comecei a questionar a reação destas pessoas a um jogo como Doom. Como disse o EngLeo, o que eu concordo, se a educação familiar é forte, ou mesmo minimamente básica, não é um jogo que vai influenciar alguém a cometer atos hediondos. Na realidade, penso que somente alguém com problemas de diferenciar realidade e ficção sofreria com esta influência e, neste caso, qualquer que seja a origem desta, seja um livro, um filme, uma propaganda, uma novela, entre outros e não somente um videogame. 
     Voltando a Câmara. Roubar do povo, segundo eles, é legal, deixar pessoas morrendo nas filas do hospital também, juntamente com tirar a merenda das crianças e demais atos realizados na classe política, independentemente de partido, mas jogar um jogo é o mal, o desvirtualizador moral e instrumento de danação eterna. Precisamos rever nossos conceitos e começar a raciocinar, respeitando as crenças de pessoas que pensam diferente. O fanatismo é sempre ruim. Todos tem o direito a opinião e todos devem ser respeitados. Algo presente na constituição e nos ensinamentos, se não me engano, de todas as religiões.  
     Saudações gamers.  
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