domingo, 22 de maio de 2016

Crítica de cinema

     Como contei no último texto, assisti ao novo X-men: Apocalipse. Após ver o filme, ao ligar o computador, vi uma crítica a este destruindo-o, então decidi lê-la. Comecei pelos comentários do público, todos que eu vi criticando o dito crítico. Depois comecei a ler o texto que começou dizendo que o diretor era o mesmo do primeiro filme dos x-men e teve como façanha trazer para o cinema, que só conhecia os heróis consagrados Batman e Superman, um grupo de heróis desconhecidos. Parei. X-men desconhecido? A minha avó sabia quem eram eles antes do lançamento do filme. É sério. 
     Ao ver tamanha bobagem recomecei uma discussão que tenho comigo mesmo sobre a crítica e decidi escrevê-la. Neste texto focarei na Crítica Cinematográfica, deixando a de jogos para outro, mas como existem relações entre ambos, sem contar o filme dos X-men com o mundo dos videogames, achei pertinente escreve-lo aqui.
     Infelizmente no Brasil, não posso falar em outros países por falta de conhecimento, a maioria dos críticos ou é despreparado ou é tendencioso. Chamo de despreparado aquele que nem sabe do que está falando, o que dá para saber pelas bobagens ditas e pela argumentação em si. Fica claro que o pseudo crítico não fez a lição de casa mínima, falando sobre algo que não conhece, mas se acha o especialista. Já o tendencioso defende fervorosamente seus favoritos e crítica os desafetos, ou, pior ainda, se vende para os que pagam mais, algo que, acredito, muitos ditos sites especializados fazem. Seja como for é um desserviço a quem mais importa, o público.
     A imagem que me vem à mente quando se fala em crítico é o Ego, personagem da animação da Diney Ratatouille, que descreve, em certa parte do filme, o trabalho do crítico, sendo de pouco risco e tendo o prazer de destruir os outros em textos divertidos de se escrever. Essa vontade de desmerecer o outro em troca da autopromoção já foi discutido aqui na Gamerclub NGC em outro texto, mas a diferença é que, neste caso, a pessoa é paga e conhecida como um especialista, sendo um criador de opinião, isso sendo o mais grave. 
     Claro que cada um tem sua opinião. Posso gostar de algo e você não. Isso é um direito de todos, defendido pela Constituição. A questão é deixar claro que o que o escritor pensa não é a verdade universal, como muitos críticos julgam saber, e sim uma opinião. Além disso é preciso deixar claro o que legitima a pessoa a ser um crítico, o esforço feito para merecer essa atenção.
     Espero que um dia o Brasil tenha críticos de verdade, juntamente com os poucos que já o são. Se você é bom ou gosta de alguma área específica, vá atrás e não deixe que os outros destruam seus sonhos. Quem sabe um dia não seja você um bom crítico. Lembre-se sempre de ter a humildade para sempre aprender mais e sempre deixar claro o que é sua opinião e o que a sustenta. Lembrando que você não precisa destruir o outro para se promover. Boa sorte a todos e muita clareza de raciocínio. 
     Saudações gamers
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