domingo, 5 de junho de 2016

Fim à dicotomia politicamente correto/incorreto

     De um tempos para cá virou moda o discurso de politicamente correto. Antigamente surgia mais em tom de brincadeira, foi crescendo e hoje está insuportável. Esta semana surgiu a notícia de críticas à imagem do filme X-men: Apocalipse, do vilão sufocando a Mística, cena presente no Trailer, dizendo que isso incentivava a violência contra a mulher. como diria Paulo Antunes, Chega! Queriam que o vilão decidisse o futuro do planeta como? Jogando cartas ou Banco Imobiliário? É um vilão, ele deve ser mal. 
     Pensando no mundo dos games, seguindo esta mentalidade, não teremos mais jogos da Lara Croft, já que ele sofre durante os jogos, seja enfrentando animais, fanáticos e até a natureza. No Mario Kart não poderemos jogar cascos em ninguém, pois se atacar um personagem feminino é indução à agressão à mulher, se for no Yoshi contra os animais, contra o Mario contra italianos e assim sucessivamente.
     Vamos deixar vem claro um negócio. Nós da Gamerclub NGC abominamos qualquer tipo de violência, salvo em casos extremos de legítima defesa, e contra todo e qualquer preconceito. Desqualificar e julgar alguém pela cor da pele, sexo, opção sexual, religião, etc é um absurdo. O primeiro artigo da nossa Constituição, se não me engano, diz que é vedado qualquer tipo de preconceito, ou seja, a primeira lei do código mais importante proíbe desqualificar o outro por ser  e pensar diferente. 
     Muitos, como resposta a esse politicamente correto, usam o seu inverso, o politicamente incorreto. Admito que não gosto deste tipo de humor, mas aí é uma opinião pessoal. O que sou contra é esta mentalidade extremista de que só existe estes dois polos: politicamente correto e incorreto. Não é assim. Existe o meio termo. Existe a conversa. Vamos chegar a um ponto comum pelo diálogo. Alguém pode fazer uma brincadeira com você. Se você achar que não tem problema, OK, mas se tiver é questão de chegar a um acordo. É só pedir para parar ou por uma explicação que seja e não sair por aí fingindo defender uma bandeira de suposto respeito. Vamos parar de tentar ter respeito e respeitar.
     Cresci ouvindo piada de português e de loira, mas não acho que ambos os grupos sejam estúpidos. Sei diferenciar a piada da realidade, sendo que, no caso dos portugueses, entendendo os fatores histórico e social. Joguei Street Fighter e não é porque luto contra a Chun Li que vou sair batendo em mulher. Eu sei diferenciar ficção da realidade, do mesmo jeito que a grande maioria dos gamer, por isso a campanha do #Eumantenhoocontrole. 
     Continuando nesta onda do politicamente correto, podemos dizer adeus a saga Street Fighter, já que nela socamos pessoas de todas as raças, credos, sexos e formas, levando, segundo esta mentalidade, a violência contra todos. Vamos ter bom senso e respeito. Vamos lutar para que, mais do que milhares de leis de proteção, sigamos o artigo citado da Constituição. Ao invés de criarmos polêmica com filmes e jogos com um contexto de combate, vamos mudar a mentalidade em relação aos diferentes. Chega de episódios como o estupro, punindo os culpados. Chega das mulheres ganharem menos por fazerem o mesmo serviço que os homens. Chega de agressões aos homossexuais. Chega de julgar os outros pela cor da pele. O mais importante é: vamos focar no problema do preconceito em si do que ficar inventando modinhas como o politicamente correto/ incorreto. Quer ajudar, faça algo ao invés de torrar a paciência.
     Saudações gamers 
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