sexta-feira, 15 de julho de 2016

A mídia sensacionalista ataca de novo

     Hoje estava tudo certo para postar um trabalho acadêmico, mas eis que surge um novo fato, o que levou a adiar a divulgação de uma tese para amanhã.
     O que ocorreu foi o seguinte: estava olhando as notícias na internet e checando os emails, um dos quais com a novidade, esta postada no nosso face, do relançamento do NES (quem ficou interessado é só clicar aqui) quando vejo uma notícia da UOL dizendo sobre 17 dos jogos mais polêmicos já feitos.
     O que me chamou a atenção foi a forma utilizada em que parece que jogos eletrônicos são praticamente formas de pecar, como se um fanático religioso estivesse escrevendo o texto, dizendo que os games sempre "trilharam um caminho cheio de controvérsias e polêmicas em relação a violência, sexo e outros conteúdos mais delicados para diversos tipos de pessoas."
     Claro que existem jogos polêmicos, muitos dos quais presentes na lista, e sim existem jogos sem noção, assunto para outro texto. A questão não é essa e sim a forma que o texto foi escrito. Se uma pessoa não conhece nada de jogos ler um texto assim vai começar a protestar contra esse veículo maligno que deturpa os bons costumes e destrói o futuro de nossas crianças, discurso muito usado na nossa história, alguns até com razão, outros não, vide o caso dos livros e das peças de teatro que padeceram deste mal. Se a pessoa não gosta de videogames é direito dela, mas que tenha uma argumentação plausível e não um ataque meramente emocional.
     Quanto a lista em si alguns comentários: um dos jogos é Dante´s Inferno em que os comentários usados são: "levemente baseado" na obra de Dante, o que não é bem assim, como já analisado por nós em outro texto, e que mostra cenas com "violência visceral e referências sexuais impactantes". O jogo não é uma cópia fidedigna, como já explicado, agora usar o termo "levemente" é um gigantesco exagero. Já a crítica quanto as cenas só tenho algo a dizer. O protagonista vai para o inferno! O que os críticos queriam que ele encontrasse lá, pôneis fofinhos e arco-iris!?
     Já outros como Bully e Carmageddon até pouco tempo, muito pela minha ignorância e por ter escutado a opinião do tipo de Expert citado até agora e autor de textos como o analisado, achava que eram abomináveis, isso até ver os videos do Zangado, o que mudou minha visão completamente. Sugiro a todos que façam a mesma coisa. O mesmo pode ser feito com Postal e Manhunt.
     Na história dos videogames, muitas polêmicas surgiram. Algumas com fundamento, outras nem tanto. Como consequência tivemos o surgimento da classificação etária, algo, a meu ver, positivo, já que é transparente com o comprador do jogo, e a proibição da venda, este já questionável, mas assunto para mais um texto. O que está em pauta não são as polêmicas, mas a forma como foram apresentadas, com pouco embasamento, sem argumentação convincente e extremamente tendenciosa. Tais falhas são inadmissíveis, principalmente em se tratando de uma grande empresa como a UOL. Cabe a nós, gamers, fiscalizar tais veículos de modo que injustiças não sejam proliferadas e que os videogames não sejam ainda mais denegridos por pessoas que falam o que não sabem.
     Saudações gamers e muito bom senso.
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