terça-feira, 19 de julho de 2016

Homossexualismo nos games

     Ao escrever sobre a classificação etária nos games falei que alguns jogos considerados polêmicos tem este status por tratarem de assuntos tabus, aqueles que as pessoas não conversam muito ou que evitam, normalmente por ser complicado, mal visto socialmente e semelhantes. Um destes assuntos, segundo muitas pessoas, é o relacionamento homossexual ou qualquer assunto relacionado com a comunidade GLBT.
     Algumas pessoas acham que o homossexualismo é "coisa moderna". Elas estão erradas. Desde a antiguidade já existe relacionamentos amorosos entre pessoas do mesmo sexo, tanto é verdade que em Roma foi necessário criar uma lei induzindo o casamento heterossexual, que era a minoria, de modo a aumentar e manter a geração de herdeiros romanos. Outra falácia é dizer que tal comportamento não é natural, pois a natureza apresenta exemplos de animais que optam por este tipo de relacionamento.
     A minha opinião é a seguinte: Não entendo o porquê deste preconceito. Se a pessoa está feliz gostando de outra do mesmo sexo, qual é o problema? Ela não está fazendo mal a ninguém, só para as convenções ultrapassadas dos conservadores. O mesmo vale para pessoas que querem trocar de sexo e demais participantes da comunidade GLBT. Não faço parte deste grupo, mas defendo o seus direitos como casamento e semelhantes. Apesar de muitos acharem que só pessoas ligadas ao movimento defendem a causa, isso não é verdade. Qualquer ser humano que queira que o ódio diminua e que possamos viver em paz respeitando as diferentes escolhas das pessoas pensam assim. 
     Mas vamos para os games. Um jogo que gerou muita euforia por permitir relacionamentos homossexuais foi Dragon´s Age, jogo de RPG que permitia ao jogador se relacionar com outros personagens. Outro foi Bully, este que foi proibido de ser vendido no Brasil, mas por outros aspectos. Alguns jogos até inserem personagens da comunidade GLBT, mas de forma a não chamar muita atenção na sociedade preconceituosa. Poison, que agora faz parte da saga Street Fighter é um dos casos mais conhecidos.
     Algumas pessoas, ao pensarem em homossexuais, acham que estes são depravados e ninfomaníacos, andando na rua atrás de sua próxima vítima, quase como o Cabeça de Pirâmide de Silent Hill. Não é assim. Não encontraremos hordas de gays correndo como zumbis e infectados de Resident Evil ou Dead Rising. Isto é mais um fruto do medo. Por sinal, infelizmente muitas mulheres vivem com este medo dos homens, devido ao perigo de ser estupradas, este, infelizmente, bem embasado e real. É interessante quando o problema, no caso do medo dos gays, quando é com os outros não é nada, mas conosco é algo intransponível. Acorda sociedade!
     Este texto teve mais um fator social e de crítica a um pensamento retrógrado e sem fundamentos. Os games, como forma de arte e, consequentemente, ilustrador de nosso tempo não deixam de retratar tal fenômeno. Tenho esperança que um dia este, como os demais preconceitos acabem. Digo isso mesmo não sendo diretamente afetado, mas sim porque sou um ser humano que tem esperança na humanidade e que não entende tamanho ódio desmedido com as pessoas que são diferentes seja por opção sexual, cor de pele, religião, etc. Nós gamers não gostamos do preconceito que sofremos por ter como hobby os videogames, então temos motivos, por ter uma breve noção do que estas pessoas sofrem, para combater este mal chamado preconceito.
     Saudações gamers  
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