terça-feira, 30 de agosto de 2016

Comparando os diferentes

     Assistindo ao quarto vídeo de No Mam´s Sky do EngLeo, esse em que é feita um paralelo entre Journey e o referido jogo, discordei sobre tal comparação e explicarei o porquê. Antes de tudo vale ressaltar que ainda não joguei nenhum dos jogos, então não poderei falar quanto a história deles, muito menos minha opinião e as minhas análises, porém posso argumentar sabendo sobre as propostas diferentes, o cerne do assunto e o motivo da minha discordância.
     Apesar de ambos os jogos focarem na exploração e enfatizarem a jornada, isso não significa que tem a mesma proposta. Outros jogos como The Legend of Zelda, The Elder Scroll V: Skyrim, Demon Souls e demais jogos RPGs também tem esse foco. Claro, eles tem uma história mais profunda e não um conceito, mas focam na jornada, nas horas em busca de algo, de treino. É o caso de Pokémon e sua jornada para ser um mestre. Isso é comum neste estilo de jogo e demais jogos que utilizam seus elementos. Como dito, a diferença é a profundidade da história. Resumindo: o princípio elementar é o mesmo. 
     No Man´s Sky é focado na exploração, bem embasado na ciência, como podemos aprender assistindo aos vídeos do EngLeo, e, apesar do objetivo de chegar ao centro da galáxia, mais um conceito, até mesmo filosófico, tem como grande diversão, salvo engano de minha parte, desbravar o universo, ir aonde nenhum homem jamais foi, bem aos padrões Star Trek. Conceitualmente, como já dito, achei a ideia muito interessante.
     Já Jouney tem como objetivo ser um jogo artístico. Mais do que explorar, a ideia é fazer como uma obra de arte, com uma trilha sonora e cenários únicos. A filosofia é a seguinte: do mesmo jeito que, ao ver um quadro, você analisa o que está sendo dito, o que está sendo entendido por você, quais são as suas interpretações, Jorney também o faz e este é o foco. 
     Assim os jogos apresentam propostas diferentes, um focando a exploração científica, embasada em conceitos físico-químicos e o outro é focado na arte. Portanto, apesar de terem similaridades, quanto a questão da exploração e da jornada, os dois jogos são bem diferentes em sua essência e a mensagem que querem passar, por isso, mesmo sem ter jogado, posso argumentar. Por outro lado, se foi bem feito, se o objetivo foi alcançado, se a imagem é boa, etc. somente poderá ser realizado por uma pessoa que jogou os títulos.
     Essa questão de apreciar a arte é muito particular. Tem gente que gosta, outros nem tanto. Isso não quer dizer que as pessoas que não curtem sejam ignorantes. É uma questão de gosto. Se alguém quiser dizer que o EngLeo é ignorante, boa sorte, mas já aviso, estará cometendo uma injustiça. Por outro lado, concordo que muitas vezes é feito uma propaganda muito maior do que o jogo. Não sei se foi o que ocorreu com Jouney, só jogando-o para saber, porém tal possibilidade não pode ser descartada, mas isso deixarei para outro texto. Só para concluir o raciocínio, muitas vezes ocorre exatamente o que o EngLeo disse fazendo a comparação com o conto da roupa nova do imperador, em que as pessoas fingem entender algo que não existe com medo da reprovação social. Se o fenômeno Journey é um destes casos, não posso afirmar, como já explicado, o que posso afirmar é a questão das propostas diferentes, uma embasada em ciência e outro na arte em suas mais puras visões.
     Saudações Gamers  
     
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