quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Generalizando é que se cria o preconceito

     Infelizmente é comum vermos generalizações que viram preconceitos. Eu iria citar alguns exemplos, mas admito que fiquei incomodado em fazê-lo, assim ficarei somente na análise de uma frase "quem joga videogame é vagabundo". Nossa, que ferramenta poderosa é esse tal videogame. Atrai todas as pessoas que não querem fazer nada, todos os parasitas sociais e pessoas com índole parecida. O bom é que temos um vagabundômetro, pois se apessoa jogar videogame é comprovadamente alguém que não quer nada na vida, não é? NÃO.
     Depois do parágrafo extremamente IRÔNICO vamos analisar. O videogame é uma forma de diversão e para alguns até profissão. Neste caso a pessoa está trabalhando, portanto não poderia ser vagabundo, ainda mais no país que não percebeu o potencial dos games. Existem pessoas acomodadas que jogam videogames? Sim. Como tem pessoas com essa índole que assistem TV, seguem as mais diversas religiões, usam maquiagem, jogam futebol, mechem no computador e celular, etc. Ou seja, isso não é parâmetro. Uma coisa é analisar se a pessoa, além de realizar qualquer uma destas opções também estuda, trabalha, cumpre com suas obrigações, etc. outra é cravar uma pseudo-verdade absoluta. Vamos parar de buscar bodes-expiatórios e assumir a responsabilidade de nossos atos. 
     Existem muitas pessoas que trabalham e estudam e jogam videogame. Pensando no Youtube. O EngLeo da Cjbr é engenheiro de materiais e professor, já o Zangado também é engenheiro. Ambos exercem a profissão e jogam videogames. Jogar jogos eletrônicos é puramente um hobby, salvo para os profissionais, o que já foi explicado, da mesma forma que ir ao cinema, a uma peça de teatro, a jogar bola nos finais de semana, caminhar e mais uma infinidade de coisas. Brasil, vamos parar de pensar de forma tão pequena. Não é o jogo que faz o vagabundo. O pior que pode acontecer é o vagabundo comprar o jogo, como também compra filmes, roupas, comida, etc. Ninguém fala que quem come é desocupado, então por que falar dos games. Muitos vão responder que comer é uma necessidade fisiológica. É verdade, mas descansar também, não é? 
     Vamos parar de procurar desculpas externas para nossas falhas internas, enquanto humanos. É muito fácil culpar uma entidade, aparelho, órgão social por nossas falhas ao invés de assumirmos a culpa. 
     Não é porque um homem estupra, que todos os homens cometerão tal crime. Não é porque existem ladrões e corruptos que todos os seres humanos assim o são e não é porque alguns vagabundos jogam videogame que todos que o fazem sejam parasitas sociais. Chega de generalizações e, consequentemente, chega de preconceito.
     Saudações gamers
     
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