quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Multiculturas

     Na minha primeira aula de antropologia na faculdade, discutimos o que era cultura. Era só os quadros de Da Vinci e as sinfonias de Beethoven? BBB e funk eram cultura? Bem, de forma bem resumida sim, todas são representações culturais, pelo menos segundo à antropologia. Ao invés de focar somente nas representações culturais feita pela sociedade branca e européia, como era costume na época em que esta ciência surgiu, a antropologia visava estudar todas as formas de representação da cultura humana, independentemente de sua origem.
     Só tive um semestre do tema e, com certeza, muitas pessoas podem falar com mais propriedade que eu, mas esta ideia universal de cultura me agrada. Não só aquilo que está em museus é arte, mas também os grafites, não confundir com pichação, na rua. Não só as músicas clássicas e as óperas, mas o samba e demais músicas populares. Do mesmo jeito que cinema, teatro, hip hop e videogames também o são.
     Acho que o mais importante é a questão do respeito pelas outras culturas. Não importa a cor de nossa pele, nossa origem, nossa opção sexual, nossa fé e sim que somos humanos e produzimos nossa arte, nossa cultura conforme os nossos gostos. Você pode ter, e deveria, a sua opinião sobre várias demonstrações culturais, agora isso não quer dizer que deve impor a sua vontade sobre os demais. Eu não gosto de BBB, apesar que respeito quem goste. O mesmo vale para o funk. 
     Muitos temas às vezes são repudiados por pessoas que não conhecem o básico do assunto. Eu não concordo muito com a teoria socialista, porém nunca li nenhum livro que a explique, juntamente com seus livros base. Até buscar mais informações, algo que pretendo, não por questão ideológica, mas sim por curiosidade científico-filosófica, não posso dar uma opinião definitiva sobre o tema. O que posso fazer é, além de ter bom senso e reconhecer as minhas limitações, respeitar as opiniões de pessoas que pensam diferente, pois podemos aprender muito com essa troca de conhecimento, salvo com pessoas radicais, pois estas são aquelas que impõe a vontade e não escutam opiniões diversas, sendo isso tudo um absurdo, porém tal assunto já foi discutido em outros textos.
     Voltando para a cultura, falemos da cultura gamer. Essa rica fonte de informação, sem falar de diversão, pode dizer muito sobre nós, nossas crenças, nossos medos, nossos gostos, etc. A sociedade, de forma geral ainda não entendeu os videogames e, consequentemente, tem medo deles. Acham que são perigosos. É comum temermos o que não entendemos, porém, ao invés de viver escravos do medo, devemos entender, mesmo se não concordarmos, as formas diferentes de pensamento. Não podemos enfiar nossa cultura "goela abaixo" das pessoas que não a entendem, mas devemos divulgá-la, sempre respeitando os outros, de modo a desmistificar as coisas e diminuir o medo. Precisamos sempre buscar entender o outro e aprender coisas novas, do mesmo jeito que nós, gamers fazemos quando jogamos. Entendemos o universo do jogo, o que podemos ou não fazer, nossas habilidades, as motivações do protagonista e dos adversários e assim por diante. Tendo essa mesma mentalidade, a de explorador e de pessoa curiosa para entender o nosso redor, seremos melhores, não só nos games, mas na vida.
     O mundo não é feito de uma cultura e sim de várias. Podemos concordar ou não com elas, mas sempre devemos respeita-las, juntamente com as pessoas que as criam, seguem ou praticam. Não podemos ser radicais, pois fazendo-o, perdemos nossa razão. Vamos lembrar que não vivemos em um mundo bipolar, onde só há duas visões contrastantes em cada tópico de discussão, mas em um mundo de multiculturas, todas elas merecendo nosso respeito.
     Saudações gamers 
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