sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sobre opinião e respeito

     Ontem aconteceu um episódio interessante. Checando o Twitter da empresa, vi que o BRKsEdu, uma das pessoas que seguimos, respondeu uma pergunta de um fã sobre Pokémon GO, dizendo que não fez uma série no seu canal, pois não gostou muito do jogo. A minha primeira reação foi de espanto, por ser um jogo extremamente popular e porque o Edu é grande fã da Nintendo. Depois do susto, pensei que ele tem todo o direito de não gostar de um game, independentemente se é popular ou não. Infelizmente, é bem provável que muita gente o critique, por não concordar com ele, ou, muito pior, por fanatismo.
      Quando uma pessoa pública, seja atleta famoso, celebridades da TV ou Youtuber, dá uma opinião que difere do senso comum causa espanto, mas devemos lembrar que, mais do que famosos, ele é uma pessoa e, portanto, tem o direito de expressar sua opinião. Apesar de não concordar com a opinião do BRKsEdu, respeito totalmente o fato dele não gostar do jogo. Não concordar é um direito, mas respeitar é uma obrigação. Se um dia eu conversasse com o Edu com certeza, ao falar do jogos que gostamos ou não, terão jogos que ele é fã e eu não curto.
     É muito comum, quando alguém gosta de algo, pensar que tal coisa é soberana, intocável e, ao ouvir críticas sobre ela, se sente criticado, e pior, ofendido. Vamos separar as coisas. O que está sendo criticado é o objeto em questão e não a pessoa. No mundo acadêmico é comum que os pesquisadores passem anos em cima de uma teoria e que esta receberá criticas em algum momento. Algumas pessoas ficam muito ofendidas ao receber estas críticas, por acharem que o criticado é o pesquisador e não a pesquisa. Soube em uma aula da faculdade, que no exterior, em países desenvolvidos em termos acadêmicos, é normal duas pessoas se digladiarem dentro de uma sala de exposições defendendo suas ideias opostas e, ao acabar a palestra saem juntos, vão comer alguma coisa e beber algo como se fossem amigos. Isso não quer dizer, como muitos podem pensar, que são falsos, e sim que está muito bem delimitado que o confronto é apenas de ideias e não de pessoas. Que a crítica foi feita a teoria e não a seu criador quanto pessoa.
     O brasileiro, talvez por se sentir carente, infelizmente, de bons exemplos, apesar de termos vários ignorados, de maiores conquistas, o que também temos, ou mesmo por uma questão cultural, ainda tem dificuldades em entender a diferença entre gostar de algo e ser fanático por algo e que crítica pessoal e crítica ao objeto de gosto e admiração são diferentes. Por entender isso que não vou deixar de respeitar a opinião do BRKsEdu, só porque ele não gostou de Pokémon Go. Volto a repetir: opinião diferente é um direito, respeito é obrigação. Quem sabe um dia o mundo aprenda isso.
     Saudações gamers 
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