quarta-feira, 3 de agosto de 2016

The Sims

     Como dito anteriormente, estávamos para escrever um texto sobre The Sims, clássico do mundo dos games e febre na época. Para quem não conhece, o jogo é uma simulação da vida em que criamos personagens, chamados Sims, com nomes e características próprias, tanto física, como de comportamento, e vivíamos as aventuras do dia a dia, como trabalhar, melhorar as habilidades, comprar móveis para a casa, construir uma e assim por diante.
     Alguns podem pensar, ao ler o último parágrafo "Mas para que um jogo que simule a vida? Viva a vida ao invés de jogar". Muita calma nessa hora. Exatamente por ser um simulador, ele permite às pessoas, principalmente os jovens, como é a vida, mas sem riscos. Buscar um emprego, administrar bem seu tempo, lidar com o dinheiro entre outros. Não dá para pedir dinheiro para os pais no jogo, nem viver de herança e, para sobreviver trabalhar é fundamental. 
     Algo que chamava muito a atenção eram os móveis, que, além de uma estética chamativa, tinham nomes divertidos, por exemplo um vaso sanitário parecido com um trono de nome, Vaso aposento real, ou algo que o valha. Além disto tínhamos obras de arte, hidromassagens e demais objetos que vislumbramos como "coisas de rico".
     Algumas pessoas jogavam com foco em comprar as coisas mais legais, outros em montar belas casas, um outro grupo em cuidar dos Sims, que podiam ter relacionamentos, se apaixonar, crescer no emprego, mas também deprimir, passar fome e até morrer. Além disso recebíamos as contas pelos correios, podíamos ser roubados, chamar a polícia e os bombeiros, lidar com a justiça, em caso de falta de pagamento dos tributos, ou por cuidar mal de crianças. Falando nelas, o jogo ensinava que não é barato ter filhos, portanto, juízo, e principalmente, responsabilidade.
     O jogo, além de muito divertido ensinava várias lições, muitas das quais uma boa parte dos brasileiros, como também pessoas de outras nações, não conhecem, pelos mais variados motivos, como por exemplo: lidar com o dinheiro, não gastando mais do que você tem e deixando uma reserva para contas e gastos inesperados, a responsabilidade de ter filhos, como já dito, a lição de que, se você quer comprar coisas bonitas é preciso trabalhar e juntar dinheiro, a tomar cuidado com afazeres domésticos como cozinhar, este que pode virar um incêndio no jogo e também na vida, a lidar com os sentimentos e com fatores psicológicos, o quão terrível é uma depressão, podendo levar à morte, etc. Resumindo muitas lições que aprendemos durante a vida, mas que, no caso, podem ser aprendidas sem risco à pessoa real, esta que valorizará mais os esforços feitos pelos seus pais, parceiros e demais pessoas de sua convivência.
     Lembro que, quando joguei a primeira vez, algo que conto em outro texto, fiquei meio revoltado com o preço da pizza e comentei, depois de explicar sobre o jogo, para o meu avô que disse: "jogue este jogo todos os dias", explicando que eu podia aprender muito fazendo isso. Concordo. Creio que o jogo poderia até ser usado em trabalhos escolares como ferramenta pedagógica. Educação financeira, respeito ao trabalho, responsabilidade com a família entre outras lições seriam aprendidas, porém de uma forma muito leve e divertida. 
     The Sims, mais que um jogo de extremo sucesso e muito divertido, também pode ser usado para ensinar os jovens, mas sem expô-los a um risco real, lições que todos deveriam saber. A sociedade ganharia muito com isso.
     Saudações gamers 
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