terça-feira, 13 de setembro de 2016

A inclusão social e a BGS

     Algo que me chamou atenção positivamente na BGS 2016, que eu já mencionei no texto de ontem e agora irei aprofundar, é a grande presença de cadeirantes no evento, seja como público, seja como funcionários.
     Antes de tudo vale a pena falar uma coisa: se por acaso eu usar algum termo incorreto neste texto ou que não é adequado referente a pessoas que utilizam cadeira de rodas ou semelhantes, não considerem uma ofensa ou um desrespeito e sim uma ignorância da minha parte quanto a nomenclatura. Se isso ocorrer deixem nos comentários o jeito correto e me ensinem. Como sabem, sempre buscamos a melhora contínua. Mas vamos ao texto em si.
     Infelizmente no Brasil temos a mentalidade de que pessoas portadoras de necessidades especiais são incapazes. Isso é um ABSURDO. Lógico que estas pessoas apresentam algumas limitações físicas ou mentais, mas isso não as torna inúteis, diferentemente da maioria das políticas públicas que deveriam dar condições honrosas para estas pessoas, as condições mínimas de modo a ajudar todos os cidadãos, não só aqueles considerados o padrão. Nossa sociedade tem de para de humilhar as pessoas que apresenta alguma deficiência, seja dando condições mínimas, seja deixando de menosprezá-las, ignorando-as ou não vendo-as como seres humanos e sim uma forma humanoide em que se deposita dó e, normalmente, seguido de desrespeito.
     A BGS deste ano fez diferente. Empregou várias pessoas em cadeiras de rodas para funções de apoio aos visitantes, segurança, informações, etc. Finalmente vi isso no Brasil, uma atitude digna que não trata o portador de necessidades especiais como incapaz, tentando inclui-lo na sociedade para algo que ele é capaz e não só para mostrar a pseudo benevolência humana. As demais empresas deveriam seguir este exemplo, abandonando o preconceito e o consequente menosprezo e respeitando estes bravos brasileiros, que lutam todos os dias e nos inspiram. 
     Na nossa sociedade é comum o hábito de considerar o deficiente, até mesmo na nomenclatura, como incapaz, uma aberração, como disse aquele repórter Português naquele seu comentário infeliz sobre os Jogos Paralímpicos, mas não foi sempre assim. No México antigo, algumas civilizações, os Toltecas principalmente se não me engano, veneravam os diferentes, aqueles que hoje conhecemos como portadores de necessidades especiais. Exatamente por serem diferentes eram considerados quase como deuses, pois não eram meros humanos comuns. Isso era feito por uma das civilizações que, na época eram consideradas selvagens. Quem será que realmente era o selvagem nesta história? Não digo para endeusarmos as pessoas com deficiência, digo para respeitá-las. Ao assistir aos já falados Jogos Paralímpicos ficou claro uma coisa. Estes atletas são realmente super humanos. Quem sabe se mais pessoas assistissem os jogos, o que só seria possível com mais emissoras transmitindo-os, aquelas que dizem que amam o esporte e lutam pela inclusão, mas na hora do vamos ver nada fazem, mais pessoas teriam essa noção, este vislumbre que tive, o que me fez repeitar ainda mais estes guerreiros, estes gigantes, que, mais do que um discurso bonito, tem atitude e coragem. São exemplos a serem seguidos.
     Saudações gamers 
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