quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Foi só elogiar

     Ontem escrevi um texto elogiando a BGS 2016 pela sua atitude em relação aos cadeirantes visando maior acesso, facilidades e semelhantes. Foi então que recebemos, aqui na Gamerclub NGC, um comentário do Facebook contando a história de Márcia Araújo e seu filho, Murilo Colangelo, jovem que sobreviveu a uma Leucemia, mas que teve, como sequela do tratamento um desgaste do fémur, obrigando-o a usar muletas. Ao chegar no evento, depois de andar por um pedaço considerável, foram pedir uma cadeira de rodas emprestada na direção da feira de modo a poupar as pernas de Murilo. O que não esperavam é que não havia nenhuma cadeira para isso na BGS. Logicamente a mãe saiu na defesa de seu filho e ouviu coisas como: as únicas cadeiras são para uso dos bombeiros, estas que não poderiam ser emprestadas, que era para a pessoa trazer a cadeira de rodas de casa, que não é obrigação de um evento particular disponibilizar cadeiras de rodas. Depois disto Márcia decidiu fazer um BO, ao que recebeu a resposta de um dos diretores da BGS dizendo que o evento era o maior do país no setor e que não tinham a obrigação de oferecer cadeiras de rodas.
     Imaginem a minha cara ao ler essa história! Depois de elogiar o evento quanto a acessibilidade, recebo este depoimento chocante. Bem, façamos uma análise crítica. Não sei o quanto desta história é verdadeira, creio comigo que é, mas como estamos no Brasil, o país do jeitinho, onde a maioria quer aparecer e ganhar dinheiro sem esforço, sendo o processo uma via rápida, sempre ficamos com o pé atrás. Neste caso, como dito, acredito que seja real, pela forma desesperada que a mãe escreveu, porém, não colocarei a mão no fogo defendendo cegamente alguém que não conheço.
     Partindo do princípio que seja verdade, só posso dizer uma coisa: QUE ABSURDO! Não custa nada ter algumas cadeiras de rodas sobressalente para situações como essa. Entendo que não é algo comum, mas não custaria muito para o evento fazer isso. Se o mínimo exigido pelos bombeiros é de duas cadeiras, uma ou duas sobressalentes não atrapalhariam. Mas, se a situação em si já não fosse chocante, o tratamento dado a Márcia e seu filho são inadmissíveis. Custava dar um tratamento educado, buscar uma solução, sei lá, pedir para algum hospital próximo ou algum lugar com cadeiras de rodas extras para emprestar uma? E havia necessidade de uma resposta como "somos o maior evento de games do Brasil e não temos a obrigação de disponibilizar uma cadeira". Claro que não. Faltou humanidade.
     Imagino que foi um caso isolado, sendo que o que eu vi no evento foi um tratamento cortes para todas as pessoas, principalmente com cadeirantes, mas mesmo assim isso é inaceitável. Do mesmo jeito que essa mãe desconhecia o espaço e o quanto seria necessário andar, outras pessoas também poderiam fazê-lo. Admito que acho esquisito uma mãe não ter pensado que um centro de exposição é grande e que seria melhor usar uma cadeira de rodas para o filho se locomover ali, já chegando na feira com o equipamento necessário, porém isso não redime o evento por não pensar nesta possibilidade e, principalmente, pelo descaso dado. Isso não só deverá ser corrigido pela BGS para o próximo ano como servir de alerta para todos os próximos eventos para que tal atitude não aconteça novamente. 
     Saudações gamers 
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