domingo, 16 de outubro de 2016

Realities de sobrevivência vs videogames

     Se não me engano, o primeiro Reality Show a passar no Brasil foi No Limite, aquele em que um grupo de pessoas ficava em uma ilha, baseado em um programa semelhante dos EUA. Muitos anos depois os programas que mostram pessoas reais ganhou vários formatos, enriquecendo muito as emissoras. Aparentemente voltou à moda Realities de sobrevivência, mas agora para valer, já que antes as pessoas recebiam comida e condições mínimas, se não estou enganado. O chamariz deste tipo de atração, atualmente é ver como o ser humano consegue sobreviver nas mais difíceis situações, sendo que temos programas com especialistas em sobrevivência, pessoas mais comuns, celebridades, etc. 
     Esta fascinação pelo esforço humano em situações extremas vem de longe. Antigamente se lia Robinson Crusoé de Daniel Defoe, este que recomendo, sendo um dos cem livros a serem lidos segundo a Revista Bravo! 100 de literatura. Hoje em dia é mais fácil achar um canal em que uma destas atrações é transmitida. 
     Apesar de gostar de ver a superação humana fico incomodado ao ver estes programas. Primeiro que é comum que as pessoas tomem decisões estúpidas que eu não consigo entender, depois que, aparentemente ninguém leu Robinson Crusoé ou um de seus derivados como o filme Náufrago, pois não há nenhum planejamento ou estratégia mínima em muitos casos, sendo que os participantes sabiam, mais ou menos o que iriam passar, portanto tiveram tempo para bolar uma ideia razoável antes de enfrentar a natureza, diferentemente dos protagonistas das obras citadas, mas, o pior de tudo, ao meu ver, é o dano causado à natureza. Os locais em que tais programas ocorrem normalmente são isolados, de modo a deixar a atração mais interessante, então é comum que a natureza sofresse menos com os danos humanos, porém, com este tipo de programa, vemos seres humanos que não precisariam passar por isso indo a locais que não sofreriam com os danos do homem, caçando os mais variados tipos de animais e destruindo e matando uma parte da flora local de modo a sobreviver. E isso a troco de que? Dinheiro, fama, audiência. Acho tudo muito triste.
     Nos jogos de videogames, porém, temos vários exemplos de jogos em que precisamos sobreviver em situações extremas, desde apocalipses zumbis às possíveis, mesmo que improváveis sobrevivência em situações remotas, onde somos obrigados a caçar, usar ervas medicinais e, em alguns casos, criar nossas casas, armadilhas para predadores e assim por diante. A grande vantagem é que "nenhum animal foi ferido na produção" nem espécies de plantas praticamente intocadas, usadas desnecessariamente. Temos a mesma diversão de ver estes programas, na realidade ainda mais devido a maior interatividade, sem gerar dano à natureza nem nos colocar em perigo. Aprenderemos, pelo menos a parte teórica, de sobrevivência sem precisarmos ficar em situações extremas que, convenhamos, são extremamente improváveis de ocorrerem com a maioria de nós.
     Apesar do apelo interessante e primitivo da sobrevivência, melhor do que assistir e incentivar programas como esses que causam danos à natureza desnecessariamente, é ler uma obra prima como Robinson Crusoé, assistir ao filme Náufrago, com o inesquecível senhor Wilson ou, para ter uma maior interatividade, jogar videogame em jogos como Far Cry, Tomb Raider e semelhantes. A sensação de sobrevivência é parecida, em termos teóricos pelo menos, mas sem perigo para a natureza e para si mesmo.
     Saudações gamers  
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