terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Bandido bom é...?

     Na última semana, mais uma vez tivemos mortes em prisões. Além da obvia crise do nosso sistema penal, algo que gostaria de comentar é a relação popular, pois algumas pessoas consideraram um massacre, outras pensam como uma limpa, o fim de pessoas ruins. Devido a toda polêmica gerada decidi dar as minhas opiniões.
     Primeiramente gostaria de deixar algo bem claro: independentemente da sua opinião respeite as das demais pessoas. Como venho dizendo em vários textos, vivemos na era dos extremos, onde uma opinião leva do amor ao ódio. Conheço pessoas que pensam como eu neste assunto e outras que pensam o oposto, porém, apesar de discordar do segundo grupo, a admiração que tenho por algumas destas pessoas continua o mesmo. Sei diferenciar opinião adversa e diferença de caráter, algo que está difícil de ser feito para a maioria. Posso não concordar com este ponto específico, mas concordo com outros, com as atitudes e outros pensamentos desta pessoa e não é só porque ela pensa diferente que deixarei de admirá-la e começarei a odiá-la. Mas vamos para o assunto em si.
     Sinceramente não fico feliz ao ver que pessoas, sejam boas ou más, morreram. Em termos de presos, entendo que eles cometeram erros e devem ser punidos, mas de forma a serem reintegrados na sociedade. Ao meu ver essa é a função do sistema carcerário. Claro que ele está em crise, precisando urgentemente de mudanças que visam não só condições humanas aos presos como para as pessoas da sociedade em geral. Ódio só gera ódio. Uma sugestão de mudança está no livro Criminalidade: educar ou punir? de Jacira Jacinto da Silva, juíza que aplicou um novo sistema e que deu bons resultados, mas novas ideias são sempre bem vindas e merecem ser discutidas.
     Um ponto fundamental que precisa ser mudado é a divisão dos presos. Se você coloca em uma mesma cela, por exemplo, os carismáticos Goombas e Paratroopas de Mario junto com o terrível Cabeça de Pirâmide, não dará certo. Se os primeiros não morrerem durante a pena, serão constantemente abusados pelo vilão de Silent Hill e, após saírem livres dificilmente conseguirão voltar à sociedade, após anos traumáticos. Da mesma forma não podemos colocar grandes criminosos com batedores de carteiras, pois, além dos traumas, sem falar dos maus-tratos dos carcereiros que também precisam de treinamento, estamos criando as chamadas universidades do crime, com divulgação de conhecimento danoso.
     Um ponto que trabalharei em outro texto, mas que merece menção é o dos defensores dos direitos humanos. Não acho errado eles defenderem o bom tratamento dos presidiários, porém creio que falta um sentido de timing para os grupos que lutam por melhores condições de vida, sem falar da defesa dos chamados cidadãos de bens de forma mais frequente.
     Algumas pessoas pensam que bandido bom é bandido morto. Não concordo com este raciocínio, apesar de respeitar as opiniões adversas. Pense nos games. Em alguns jogos comandamos os bandidos. Imagine que, após realizar uma missão obrigatória, automaticamente o personagem morria ou, quem sabe, após cometer um delito, se o personagem morrer o jogo zera, pois não se dá uma segunda chance a bandidos. Se fosse assim jogar GTA, por exemplo, seria ou impossível de zerar, no primeiro caso, ou insuportável, tirando toda a liberdade que o game proporciona. Antes que algum desavisado comece a falar que jogos induzem ao crime, já digo que não, mas falarei mais do assunto em outro texto.
     Particularmente acredito em segundas chances, em aprender com os erros, a não aceitar um único momento ou uma má escolha como definidora de caráter e motivo para condenação eterna. Entendo a revolta da população em alguns aspectos gerados por estes conflitos, mas não acho que sair eliminado bandido é a resposta, da mesma forma que não sou à favor de passar a mão na cabeça dele. Se ele cometeu um crime deve pagar, só acho que existem vários graus de crimes e, consequentemente, vários graus de punição. Não podemos cometer a injustiça de considerar tudo igual. Tudo isso me fez lembra uma cena do filme Batman: o cavaleiro das trevas. Vale a pena dar uma olhada. Seja como for, precisamos discutir o assunto e buscar soluções benéficas para a sociedade como um todo, sempre respeitando opiniões adversas. Só assim conseguiremos vida melhor para todas com menos crime e melhores condições.
     Saudações gamers
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