quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O inimigo mora ao lado?

     Vivemos em um mundo dividido e no país do cada um por si. Pelos mais variados motivos, sendo a política a mais recente, estamos cada vez mais isolados, com medo, raiva ou outra sensação negativa de nossos vizinhos e até de nossa família. Seja diferença quanto ao pensamento político, visão religiosa, time que torce e demais fatores. O problema não é ter uma fé ou seguir determinada visão política e sim o radicalismo, a arrogância de achar ser o detentor da verdade absoluta, a falta de respeito e paciência e assim suscetivamente.
     Na nossa sociedade, cada vez mais ser diferente parece ser algo ruim, quando, na verdade é o inverso. Fanáticos religiosos segregam os seguidores de outras fés, considerando-os filhos do mal, ou sua personificação, terroristas, avarentos, bárbaros. Pessoas ainda são rotuladas pela cor da pele, considerados, por causa disso, bandidos, inteligentes, esnobes ou coitados incapazes. Pessoas que gostam de outras do mesmo sexo ou que tem gostos divergentes do dito tradicional são espancados, perseguidos, ridicularizados. Mulheres continuam ganhando menos e consideradas inferiores aos homens ou comparadas a meros pedaços de carne. e assim vale para todas as demais diferenças. Que mundo é esse? O Nazismo com sua crença de raça superior e extermínio dos diferentes não tinha acabado? O apartheid não havia chegado ao fim? As cruzadas não se encerraram? A inquisição e a caça às bruxas não tinha ficado no passado?
     O mundo seguiu adiante, mas os homens e seus pensamentos arcaicos não. Vivemos a época do preconceito, do xenofobismo, do nós contra eles. Pelos exemplos citados no parágrafo anterior sabemos que este pensamento não dá certo, só cria sofrimento, dor e alguns dos episódios mais terríveis de nossa história. 
     Não podemos permitir que essa linha de raciocínio permaneça. Devemos respeitar os demais e suas diferenças. Todos tem o direito de pensar o que quiserem. Óbvio que eles devem seguir as leis de modo a uma convivência pacífica, sem causar mal aos outros diretamente. Se você fica incomodado apenas pelo outro ser diferente, o problema não é ele, é você. Vença seus limites, respeite a opinião dos outros, mesmo que seja o inverso da sua, tente entender a visão desta pessoa, mas não a exclua só por ser diferente.
     Nos games não podemos sair por aí destruindo tudo o que é estranho, incomum, peculiar, ou seja, que difere do que somos e pensamos, pois, se assim fizermos, acabamos com nossos aliados, inocentes, objetos importantes e assim por diante e, consequentemente, falhamos e perdemos o jogo. Para ganharmos é necessário ter paciência. Quantas vezes não fizemos parcerias de modo a vencer um adversário em comum? Seja em Final Fantasy, Dragon Ball Z, Halo, Mass Effect, Os Senhor do Anéis, Star Trek, Star Wars e demais franquias, seja de games, livros, filmes ou todas as anteriores, a união de pessoas diferentes, seja pela sua crença, espécie e semelhantes, fez tudo melhorar, ficar mais interessante e divertido. O mesmo vale para a vida. Você imagina Kirk sem Spock? Han Solo sem Chewbacca? Master Chief sem Cortana? Se não, é assim que me sinto em relação a um mundo sem todas as religiões, sem pessoas de opções sexuais diferentes, sem seres humanos das mais diferentes cores e crenças. A aceitação das diferenças só nos torna mais fortes e inteligentes.
     Saudações gamers
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