terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Para que jogar videogame?

     Algumas pessoas, normalmente as mais antigas, perguntam: Para que jogar videogame? A resposta principal seria para se divertir, mas podemos desdobra-la em subcategorias como relaxar, fuga temporária da realidade, forma de entretenimento e assim por diante.
     A segunda pergunta seria algo como: “tudo bem, mas o que você ganha com isso, além de brincar? ” Percebam o uso da palavra “brincar” como algo depreciativo, algo infantil. A resposta então seria:   Todas as pessoas, independentemente da idade, deveriam fazer atividades de lazer, algo que quebrasse a rotina. A minha é o videogame, para outros é colecionar selos ou ainda dançar, cantar, tocar um instrumento, praticar um esporte, etc. Jogando videogame, além de me divertir, aprendo várias habilidades como: trabalho em equipe, lealdade, perseverança, amizade, outras línguas, a me superar, a buscar formas diferentes para resolver um problema e assim por diante.
     Chocado com a resposta anterior, a próxima pergunta seria: “Por que perder tempo com videogame ao invés de praticar um esporte que será bom para seu corpo ou ler um livro que é bom para os estudos. ” A réplica seria: Por que não fazer os três? Posso jogar videogame, depois ler um livro, estudar, praticar esporte e demais atividades, basta me organizar e me esforçar para dar certo.
     Encurralado, o crítico começa a usar os estereótipos criados pela mídia: “ Mas os jogos são muito violentos e, assim, induzem ao mal. “ Por ser uma velha conhecida, a afirmação já tem uma resposta engatilhada: É verdade, alguns jogos são violentos, mas todos eles são para pessoas mais velhas, normalmente 18 anos. Se um pai compra um jogo destes para seu filho pequeno ou sabe que ele é maduro o bastante para lidar com aquilo ou é um mal pai que não se interessa pelo filho. Assim ele é o culpado e não o jogo. Para as pessoas mais velhas, estas já são, ou deveriam ser, maduras o suficiente para distinguir realidade de ficção. Agora, será que o videogame é tão danoso quanto a má administração pública, o preconceito, a ignorância, a falta de empatia pelo próximo e assim por diante? Será que a corrupção, tanto a micro como a macro, não causa mais vítimas do que as supostas induções dos jogos? Será que não é só uma caça às bruxas apenas para desviar o foco dos reais problemas que temos e que ninguém faz nada?
     Neste ponto temos duas opções: se a pessoa for mais esclarecida pensará um pouco e refletirá sobre o que foi dito, analisando os pós e os contras da argumentação e, só depois fará mais perguntas, tentando entender melhor a situação. Por outro lado, se a pessoa for inflexível e radical em sua opinião dará uma resposta pronta, não tendo escutado nada da conversa e impondo a opinião dele como verdade absoluta. Pergunta para você, caro leitor, quem é mais perigoso: o jogador de videogame que explicou, mesmo que de forma resumida, sua visão e está aberto a um diálogo ou alguém que quer impor sua vontade a todo custo? O perigo não está nos games, nos livros, nos filmes e sim no ser humano, na sua forma inflexível, na sua arrogância de achar que sabe tudo, de achar ser o detentor da verdade universal, seja no âmbito político, religioso, econômico, acadêmico, social, etc. Antes de falar qualquer coisa é melhor pesquisar para evitar falar bobagem. O dia que isso acontecer, não só os games, como outros bodes expiatórios serão inocentados, como a humanidade evoluirá.

     Saudações gamers
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