domingo, 8 de janeiro de 2017

Revistas no supermercado

     Como de costume fui fazer compras em uma rede de supermercados. Após andar por entre as gôndulas e pegar o que era necessário fui para o caixa e, enquanto esperava a minha vez de ser atendido dei uma olhada nas revistas que estavam à venda ao meu lado. Dentre elas estavam muitas de fofocas da vida dos famosos, algumas infantis com atividades lúdicas e educativas dos mais diversos personagens, outras tantas da dieta de não sei quem, como deixar seu corpo igual a de fulana, outras com modelos com corpos esculturais, algumas de receitas, uma sobre educação e uma revista em quadrinho. Obviamente nenhuma sobre games.
     Ao ver tais revistas tive o seguinte raciocínio: tirando algumas exceções, sendo principalmente as infantis, o resto era de uma futilidade ímpar. Quase todas deste grupo ou focavam na vida dos outros ou na aparência. E quanto a parte moral? Depois falam que os games que desvirtuam a nossa sociedade, induzindo a violência, a perda dos valores e o esquecimento do que é importante.
     Sinceramente não consigo entender qual a utilidade de saber o que o cantor da moda está fazendo ou com quem a artista da novela está saindo. Quanto aos milhares de regimes publicados prefiro deixar para outro texto, mas já adianto que não concordo com a publicação do tipo perca tantos quilos em tanto tempo. Quanto a da modelo esbelta de biquíni, alguns simplistas poderiam dizer que, para os homens é só um objeto de desejo e, para as mulheres, motivo de inveja. Não vou por este lado, mas, seguindo este raciocínio, tal revista só estaria induzindo o apego ao corpo, a considerar a mulher como um objeto de desejo ou criando uma visão idealizada de mulher, em termos físicos, praticamente impossível de ser atingida, salvo com uso de Photoshop, oprimindo as pessoas com corpo diferente. Essa questão também dá outro texto. Não sei se tais publicações são tão danosas, mas sei que, se alguma personagem de games ou animes apresentarem tais características teríamos campanhas de supostos moralistas dizendo que tais formas de diversão induzem ao mal, a violência contra a mulher, ao machismo, etc.
     Resumindo, quando vejo estas revistas, sua futilidade aprovada, às mãos de qualquer um e, por outro lado a campanha contra os videogames, a falta de informação sobre eles, sem falar de muitos outros pontos em nossa sociedade tenho certeza que esta apresenta muitos pesos e muitas medidas, tudo dependendo do assunto a que se destina. Para que justiça, algo válido para todos de forma clara quando podemos ter este caos, tão amado pelos políticos de nosso povo? A algo de podre no reino e muito mais próximo do que pensamos.
     Saudações gamers
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