sábado, 11 de fevereiro de 2017

Eu, os muros e Donald Trump

     Após escrever meu último texto, aquele sobre o fanboy world, achei que algumas pessoas poderiam ter entendido que eu era contra os Estados Unidos. Não tenho nada contra o país de forma geral, admirando vários estadunidenses, seja por sua história pessoal, suas contribuições para a humanidade, por seu talento e semelhantes. Desde artistas, diretores, escritores até políticos existem várias pessoas que nasceram neste país que admiro muito. Em termos profissionais, por ser um polo em termos de administração, minha área de formação, também tenho muito a agradecer e muito a aprender nas terras do Tio Sam. Óbvio que não concordo com algumas atitudes, seja o belicismo, a arrogância em certos aspectos, o capitalismo selvagem ao mesmo tempo que sou fã dos esportes e da dedicação a estes, do patriotismo, quando não for fanático, e outros pontos. Resumindo gosto dos Estados Unidos, apesar de ter meus pontos de discordância, gostaria de conhecer várias cidades e estudar por um tempo por lá, claro que precisaria de uma bolsa de estudos.
     O meu problema é com o presidente Donald Trump. Como empresário e investidor acho que ele tem muito que ensinar e, neste sentido, tenho uma admiração, por assim dizer. Também gostava de assistir ao programa O Aprendiz, apesar de achar que o Roberto Justos, mesmo não sendo um empresário ao níveis de Trump, a conta bancária que o diga, é muito mais showman e melhor apresentador. Meu problema com Donald Trump são as medidas políticas. Decisões unidimensionais, difusão do preconceito, medidas contrárias às novas práticas administrativas, fomentação de conflitos e, claro, o muro.
     Em jogos como Age of Empires e Age of Mythology, faço muros com um único propósito. Me proteger dos meus inimigos, aqueles que querem me destruir. Mesmo no jogo YuGiOh: Forbidden Memories para PS1, usava a carta do labirinto, com seus muros e seus 3000 pontos de defesa com o mesmo propósito. Quando vejo um presidente estadunidense insistindo em um muro com o México, aliado de muitos anos, para evitar a imigração ilegal daqueles que tentam uma vida nova em um país com maiores oportunidades, não consigo aceitar. Não que eu defenda a imigração ilegal, mas, quem sabe um apoio para melhorar o México, quem sabe investimento em fábricas na região ou qualquer outra decisão diplomática. Agora, criar muros é um absurdo, seja no México, na Irlanda, em Israel ou qualquer outra parte do mundo. Defendo sempre o acordo mutualmente benéfico, a paz, o entendimento dos problemas e não algo imposto por apenas um lado.
     A questão de segregação dos muçulmanos também não consigo entender. Barrar radicais extremistas, muitos dos quais com treinamento dos Estados Unidos é uma coisa agora criar barreiras para uma religião inteira que prega a paz com exceção destes fanáticos citados é algo completamente diferente. Me lembra um pouco o que Hitler fez com os judeus, claro que têm muitas diferenças entre os dois casos. 
     Queria deixar claro que meu problema não é com o país Estados Unidos, terra de muitas pessoas que admiro e do qual tenho muito respeito, assim como todos os países e culturas, mas como em todas as demais, também tenho pontos que não concordo, alguns que descordo completamente. Meu problema é com o político Donald Trump, e não com o empresário, e suas medidas segregacionistas, arrogantes, que impõe sua vontade aos demais. Isso me faz lembrar do professor do clip Another Brick in the Wall, do Pink Floyd, uma pessoa que quer descarregar sua frustração com sua própria vida nas pessoas mais fracas. A mensagem dada ao dito professor é a mesma que ao novo presidente estadunidense. Você é apenas mais um tijolo no muro.
     Saudações gamers

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