segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Somos uma ameaça?

     Algo comum de vermos nos programas sensacionalistas é que, segundo eles, o videogame induz a violência. Se isso fosse verdade as pessoas que ficam horas por semana jogando seriam todos possíveis ameaças à paz e a ordem. Mas será que isso é verdade. Alerta de spoiler: NÃO.
     Todos os anos milhares de cópias de jogos são vendidas para milhares de gamers. Em um ano milhões de pessoas seriam, segundo esta lógica, contaminadas com o germe da violência e sairiam por aí destruindo tudo, mas não é isso que vemos. Outro ponto seria o aumento do número de casos envolvendo violência, após o lançamento dos games na década de 70. Também não é verdade, já que a nossa história está cheia de episódios de extrema violência, muito antes dos videogames serem sonhados. Se não ocorreu a piora causada pelos games desde o lançamento do Pong e da Atari, que iniciaram a indústria dos jogos eletrônicos, como tais programas podem afirmar que os jogos são assim tão terríveis?
     Sendo bem direto os games não causam aumento de violência e, consequentemente, não transforma os gamers em ameaças à segurança pública. Na realidade cria pessoas com maior senso crítico, já que elas começam a analisar os jogos, assim como fazemos com livros na escola. A criatividade aumenta ao vivermos as mais diversas aventuras e situações no conforto de nossos lares. Mas pera aí! Tudo isso que estou falando não vale para livros, filmes, peças de teatro e demais formas de arte? Então a arte é maligna e causa destruição? Não. O único risco é aumentar as fronteiras de nosso pensamento e de nossa imaginação, sem falar do crescimento da cultura e da propagação de conhecimento. Tirando os governos autoritários e os que impõe a ignorância ao povo com medo de que, se estes fossem mais sábios não elegeriam ou aceitariam governos deste tipo, todos os outros não precisam se preocupar. A única ameaça dos games é contra a ignorância, ao tédio e daqueles que enriquecem com isso.
     Se voltássemos à origem dos livros é capaz que encontrássemos opiniões contrárias a estes por dizerem que incentivam pensamentos perigosos e violentos. Ao ler Homero, a pessoa poderia se sentir um Aquiles ou um Odisseu querendo desbravar os mistérios da terra, buscando a glória por meio da guerra e semelhantes. Já ao ler os filósofos como Platão e Aristóteles, poderia começar a ter ideias estranhas, a questionar ao invés de aceitar ideias absolutas. Felizmente os livros conseguiram sobreviver à estas possíveis críticas e chegaram aos nossos dias, não sem sofrer grande dificuldades ao longo da história. Os games passam pelo mesmo processo, assim como a fotografia, a pintura, o cinema e demais novidades. Tirando os que investem na ignorância, os games, assim como seus predecessores, não são ameaças a não ser por aquela parcela infinitesimal de pessoas que não sabem diferenciar a realidade da ficção. Porém se estas fossem o padrão a ser levado em conta, todas as formas de comunicação antes descritas, inclusive livros sagrados, seriam proibidos. Felizmente isso não acontece, ou pelo menos não deveria acontecer, seja com livros, filmes e demais formas de arte, incluindo os games. Não somos uma ameaça, portanto. somos pessoas com gostos e paixões mais novas, que sonham, imaginam e se divertem com uma ficção como a raça humana sempre fez.
     Saudações gamers   
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