segunda-feira, 24 de abril de 2017

Ser e defender: verbos diferentes

     Existe uma grande confusão entre dois verbos aparentemente bem diferentes, ser e defender, mas que gera uma grande confusão social. Para muitos, a grande maioria, se você defende uma causa é porque você é o objeto dela, a parte diretamente interessada, a vítima. Não é bem assim. Em alguns casos uma pessoa defende uma causa por vivê-la todos os dias. É o meu caso com os games. Defendo, o que não significa ignorar as falhas, os videogames e sua cultura, criticando o que deve ser criticado e elogiando o que merece elogios, a grande maioria. Sou gamer desde que me conheço por gente de tal forma que não consigo distinguir o momento de primeiro contato. Assim defendo a causa por conhecê-la bem, portanto, neste caso, o defender e o ser estão ligados.
     Entretanto, em outros textos que escrevi defendi causas que não sou diretamente ligado, por assim dizer, mas que, nem por isso, não tenho o direito a expressar minha indignação, muito menos a minha vontade de que tudo melhore. Já defendi a união homo-afetiva e o fim do preconceito contra gays lésbicas e simpatizantes, apesar de não  fazer parte deste grupo, assim como fiz contra o preconceito racial, seja com negros, índios ou quem quer que seja, mesmo tendo uma pele branca ou defender os direitos das mulheres sendo homem entre outros exemplos de textos postados aqui na NGC. Mas por que faço isso se não sou afetado diretamente? Talvez eu não seja o alvo direto destes preconceitos, mas eles me atingem ao gerar uma sociedade dividida, onde ódios são criados pela ignorância, pelo medo do diferente, portanto, apesar de não ser o alvo prioritário deste ódio, sou diretamente atingido. A bomba pode cair sobre uma pessoa, mas todas ao seu redor são atingidos pela explosão. 
     Agora, alguns podem perguntar, que moral eu tenho para falar de preconceito racial, se não faço parte das ditas minorias, ou de falar de preconceito à mulher sendo homem e assim por diante? O preconceito é universal. Ele pode mudar sua roupagem, mas na essência é o mesmo. O grau de ódio e de perseguição pode até variar, mas quem já sofreu alguma forma de discriminação, seja pela aparência, forma física, crenças, opções sexuais, índole ou qualquer que seja o fator que te diferencie e que, por isso mesmo, acaba gerando o medo e, em seguida, a perseguição, sabe o quão desagradável é esta sensação e deveria lutar não só para nunca mais passar por tal situação, mas para evitar que as demais pessoas sofram com este mal. Assim, se você já sofreu alguma forma de perseguição, tem moral de sobra par lutar contra o preconceito, independentemente da forma que ele se apresente, já que, em seu cerne, é sempre igual.
     Podemos e, devemos, usar o verbo "defender" todos os dias até que as injustiças terminem e que ele não seja mais necessário, salvo na literatura e nos dicionários, independentemente de "ser" o alvo principal da perseguição, o foco de todo o ódio, pois todos são atingidos por ele de alguma forma. Todos que já sofreram algum tipo de perseguição, conhece o sabor amargo e pútrido presente e, por isso tem o direito e a moral de defender a causa que seja em que no cerne se encontra o preconceito, a ignorância,  o medo do diferente. Vamos, de uma vez por todas deixar claro que os verbos defender e ser são diferentes, não só na gramática, mas também na sociedade.
     Saudações gamers
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